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Archive for janeiro \22\UTC 2014

[Vídeo] Casas destruídas em Abaetetuba, em leitura de Celso de Alencar

Leitura do blogpoema Casas destruídas em Abaetetuba pelo poeta Celso de Alencar, em vídeo:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=ny0mwuGk68o]

 

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Livro “Romanceiro do Quem São Eles” será lançado nesta sexta (17)

A diretoria do Império de Samba Quem São Eles, com apoio da Gráfica Sagrada Família lança, neste 17 de janeiro (sexta-feira), às 20 horas, no Teatro Estação Gasômetro, no Parque da Residência (Av. Magalhães Barata, 830), o livro “Romanceiro do Quem São Eles”, do poeta João de Jesus Paes Loureiro.

Não bastava ser um livro de história precisava ser uma obra que retratasse em poesia e versos da história do Quem São Eles, feita pela pena do Paes Loureiro, benemérito do Quenzão, que estará presente nesta noite de autógrafos de sua obra.

Este livro retrata com dignidade uma escola nascida em 1946 e que, neste tempo se construiu com a ousadia de ser uma autêntica escola de samba com a marca de uma agremiação sem dono, uma escola do povo.

Na ocasião teremos uma apresentação do espetáculo “Serpentinas e Poesia”, da Cia Moderna de Dança e dos sambas do “Quem”, pela Bateria Show e suas mulatas, com a participação de cantores, passistas, porta-estandartes e casais de mestre-sala e porta-bandeira.

Esta obra só pôde ser realizada com o apoio cultural da Gráfica Sagrada Família e do empresário José Conrado Santos e toda a renda desta primeira edição será em favor da escola grená e branco do Umarizal.

Todos os amigos do Quenzão, os amantes do carnaval, da cultura popular são convidados para este lançamento.

Fonte: Império de Samba Quem São Eles.

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Casas destruídas em Abaetetuba

João de Jesus PAES LOUREIRO

Belém, 06 de janeiro de 2014

Soubemos pelos jornais
que o rio Maratauira
em Abaetetuba,
assoreou o barranco
enfraqueceu a terra
e casas naufragaram
como barcos afundando.
Na extremidade da rua em que nasci.

Não foi culpa do rio,
que o rio não tem consciência de seus atos.
Não foi culpa da terra,
que a terra já não decide seu destino.
Não foi a Cobra Grande, que sendo ela
seria por desencantar mundo melhor.
Não foi, portanto, a Boiuna.
A culpa será de quem?

As casas ali foram construídas
pela necessidade urgente de morar.
As pessoas, as famílias,
desde o tempo das cavernas,
precisam de teto e chão para viver.
Na tela movediça da TV
afundam salas, sonhos, oratórios.
Cada olhar, cada voz, cada palavra
enterra seu punhal na consciência,
no coração escondido em nosso peito.

Quem poderá ficar imóvel
ante essa tragédia?
Estendo a mão deste poema
eu peço: “Uma ajuda pelos desvalidos”.
Uma coisa a menos a quem tem tudo,
nunca é de mais.
Uma coisa a mais a quem tem nada,
nunca é de menos.

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