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Soneto pós-moderno

fevereiro 11, 2007

João de Jesus Paes Loureiro

Pela bala perdida de um amor
fui atingido em meu profundo ser
em pleno entardecer. Feito amador
deixei-me um alvo fácil, sem saber

que numa galeria, no corredor
de mangueiras, em tudo pode haver
o amor de amor armado, salteador
na esquina de um destino. E sem querer

a poesia me assalta em plena rua
de um rosto, de um perfil, da cabeleira
na coreografia de um caminhar.

Passa por mim um carro que buzina
e segue arrebatando-me do olhar
essa que foi talvez minha assassina.

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