Mangueiras de Belém
João de Jesus Paes Loureiro
Ai! Cidade das Mangueiras!
Quem te vê e não te ama?
O rio se curva e te oferta
um branco buquê de espuma.
A noite deita nos becos
e a cuia da lua derrama.
Ai! Cidade das Mangueiras!
Quem te vê e não te ama?
Ruas de anjos com asas
de verde beleza arcana.
Ai! Mangueiras da Cidade,
que o sol esculpiu na sombra,
por vós o poeta implora,
por vós a poesia clama…
Ai! Cidade das Mangueiras!
Quem te vê e não te ama?
Por que vagam na cidade
assassinos de mangueiras,
matando-as por querer
ou matando de encomenda,
matando à sombra da lei,
essa lei sem lei, sem lenda?
Essa triste lei da morte
que tem na morte sua vida.
Não deixem que passe impune
esse crime, essa desdita.
Fotografem, multipliquem
vosso “não” pela internet,
pelos blogs, no youtube,
nos orkuts, nos e-mails,
nas asas dos passarinhos
que estão perdendo seus ninhos,
no peito dos que se amam,
nos muros e nos caminhos…
Quem pode lavar a mão
olhando esse arvorecídio?
Que frutos hão de brotar
nos galhos da solidão?
Que é feito do coração
desses que sem piedade
arrancam pela raiz
as raízes seculares
da alma desta cidade?
Ai! Mangueiras de Belém!
Anjos de verde folhagem,
que fazem sombra com as asas
mas são em poste enforcadas.
Verdes berlindas de mangas
no Círio de cada dia.
Campanários de andorinhas
nos corais da ave-maria.
Ai! Cidade das Mangueiras!
Quem te vê e não te ama?
Tua leve melancolia
presa em gaiolas de chuva.
Teu dia, garanhão de auroras
tua noite sempre viúva…
Belém, donzela das águas,
no rio do verso encantada.
Oh! Barca de verdes velas,
no Ver-o-Peso aportada.
[Publicado originalmente em 05 de fevereiro de 2007 e repostado hoje em comemoração ao aniversário de Belém, no próximo dia 12 de janeiro]
Muiraquitã – o poema inspirado na dança
Uma homenagem para Flávia Harada que dançou esta coreografia em sua apresentação na Abertura do EIDAP – Encontro Internacional de Dança do Pará de 2011.
Muiraquitã
João de Jesus Paes Loureiro
A bailarina mergulha dentro de si mesma
E da alma retira a dança submersa.
Ela se faz Icamiaba alada e leve
A cavalgar seu corpo de prados e colinas.
Equilibra-se no dorso dessa égua brava
Indomável trotando a pulsar em suas veias.
Seu movimento é feito de cem luas quebradas
E entre rendas e garças irrompe o ardor do sexo.
Oh! Bailarina Pentessiléia rainha das Amazonas
Olhar de onça pintada que arma o bote arisco.
Só tu podes entrar e sair, e mais ninguém,
No inferno da beleza que há dentro do amor.
Pois teu amor é a Dança que esculpe no teu corpo
Muiraquitã de músculos e carne, sonho e gesto ardente.
Café Central – Salão de espelhos evoca imagens da Amazônia
Helder Lima
Blog Livros & Ideias – 29 de agosto de 2011
Um aspecto que torna a literatura contemporânea interessante é o fato de os escritores abandonarem as delimitações entre imaginação e realidade. Hoje, há o exercício de uma liberdade de criação que também faz explodir as categorias de gêneros, como conto, romance, poesia, ensaio, monografia… O compromisso com aquilo que se deseja expressar para emocionar o leitor fala mais alto.
No jogo de possibilidades da linguagem, um livro pode trazer outros livros dentro de si, de diferentes gêneros. Tomei assim o romance de estreia do poeta João de Jesus Paes Loureiro, intitulado ‘Café Central: o tempo submerso nos espelhos’ como um documento, uma referência da paisagem e da cultura da floresta amazônica, sobretudo no que tange ao espetáculo de viajar no leito de rios como o Tocantins, que o autor descreve com lirismo e riqueza de detalhes.
Ao percorrer as páginas, tive vontade de me aventurar em um daqueles barcos a vela que vão de Abaetetuba, no Pará, cidade natal de Loureiro, até a capital Belém, às margens da baía de Marajó, que alarga o curso do Tocantins ao encontrar o mar. As garças em revoada, os marapatás – pedaços da margem que se desprendem e flutuam no rio –, a interação com as comunidades ribeirinhas, o peixe farto servido com farinha são elementos que formam o retrato de um País desconhecido para os brasileiros que habitam as metrópoles.
No romance e na vida real, ‘Café central’ foi o espaço de um salão de espelhos em Belém, densamente decorado com o espírito da Belle Époque, que abrigava intelectuais, artistas, jornalistas, estudantes e outros bichos durante os 70, os anos duros da ditadura militar, em que as principais notícias, censuradas para os jornais, corriam de boca em boca.
O narrador é um militante de esquerda que está sendo procurado pela polícia da ditadura, o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Por isso, ele se esconde em um quarto contíguo ao Café e nas altas horas da madrugada frequenta o salão fechado, onde os espelhos, em formações como num caleidoscópio, evocam suas memórias, criando uma alegoria, ou uma representação de forma figurada, em torno da fusão do real e imaginário nas nossas opiniões e visões de mundo.
Na época da ditadura, os espelhos do Café Central traziam marcas de decadência, como rachaduras e áreas embaçadas que serviam de combustíveis para a profusão de imagens evocadas pelo narrador. A partir do refugio inicial no Café, o livro se desenvolve em torno das viagens por rios que o narrador tem que fazer para se esconder da polícia repressora, o que abre a possibilidade de conviver com o homem nesse universo encantado pela natureza. Vale destacar que o mito e a realidade que se misturam nas lendas das populações ribeirinhas também ecoam a alegoria do autor e enriquecem o romance.
Helder Lima é jornalista, especialista em semiótica psicanalítica pela PUC-SP e atua na assessoria de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) e como colunista dos jornais Metrô News e Folha Metropolitana. Foi editor de Economia, Automóveis e Informática no Diário do Grande ABC, trabalhou nas revistas da Editora Pini, foi repórter da revista SuperVarejo, repórter dos jornais Notícias Populares e Shopping News e também trabalhou em assessorias de imprensa.
Mais informações sobre Café Central – o tempo submerso nos espelhos.
Antipoema 10: Blues para Amy Winehouse
João de Jesus Paes Loureiro
“Boa noite, meu anjo. Dorme bem.”
Mitch Winehouse, pai de Amy,
no funeral da filha.
Sim, foi um anjo.
Um anjo torto, talvez,
que das bordas do abismo fez do canto
apelo a ecoar nas catedrais do tempo
e não soubemos há tempo compreender.
Amy teimou sonhar
no mundo avesso ao sonho.
Mundo que só queria a seiva de seu canto
de uirapuru com navalhas na garganta.
Queria decidir seu tempo de sonhar.
O sonho em cápsulas de crack custa pouco
e ilude a liberdade possível de uma escolha…
Não compreendeu que na droga
é possível comprar a qualquer hora
o prazer de sonhar…
Mas é um sonho que mata.
Pois a morte não sonha e não tem hora.
Foi uma diva disfarçada de mulher comum.
De uma graça desajeitada.
De uma beleza em desalinho.
De voz ancestral numa garganta eletrônica.
De lábios suculentos e tímido sorriso.
De cabeleira farta como cascata represada num turbante.
De nariz em rude perfil delineado com delicadeza.
De olhos graúdos de vamp e mansidão no olhar.
Uma beleza selvagem debatendo-se
nas jaulas domesticadas do lugar comum.
Beleza gloriosa mas estranha
e reduzida a frangalhos pelo tempo.
Psicografava em tatuagens a sua alma.
Pinturas corporais na pétala da pele
tornaram-se inscrições roídas e arruinadas
pelos vermes invisíveis do crack, cocaína,
heroína, ecstasy e kotamina.
Os piercings tentavam no seu corpo fixar
os dias da mocidade esquecidos no diário.
A pele foi ressecando, sob sóis noturnos,
pendurada no varal dos ossos.
Ela se fez viver morrendo e sepultando-se
em fotos, vídeos, youtubes, espetáculos.
Mas sobre tudo em fotos.
Tumbas sucessivas da beleza em corrosão.
Rosto de deusa grega nos altares de pubs e de alcoóis.
Olhar sonâmbulo de quem queria desperta ver o sonho.
Tantas transgressões, enfim, tanta ternura.
Apenas impecável a voz,
voz uterina soando incandescente
dos abismos do ser.
27 anos.
23 de julho de 2011.
Em Canden, bairro de Londres.
Às 16 horas Amy se morre para sempre.
Vestida unicamente de tatuagens,
testamento no corpo-pergaminho.
No braço esquerdo: “Nunca amarrem minhas asas.”
No braço direito: o signo da sorte é “ferradura”.
No antebraço esquerdo,
uma levíssima “pena” não revela suas penas.
Na barriga, uma ironia sutil: “Olá marinheiro.”
No seio esquerdo: “Blake’s”, quer dizer: “do Blake”,
ofertório de posse ao talvez único amor.
Noutra parte do corpo está escrito: “Menina do papai.”
Declarou, certa vez, que sonhava ter filhos, ser feliz
bem longe do cotidiano em que vivia.
Na internet Amy Winehouse olha-me do outro lado do eterno.
Em silêncio escuto sua voz de tabaco e cristal.
Canta um blues de uma tristeza em pânico e gloriosa:
“Eu disse não, não, não”.
E tenho a sensação de que um anjo,
anjo que um dia agarrou-se numa estrela cadente,
está cantando agora do mais profundo de todos os abismos.
Uma gota de luar rola das pálpebras da lua
e tomba de meus olhos no poema.
Lançamento do romance “Café Central – o tempo submerso nos espelhos” em Manaus
O lançamento do livro Café Central: o tempo submerso nos espelhos em Manaus (AM), acontecerá neste sábado, 09 de julho, às 10h, na Livraria Valer, situada na Av. Ramos Ferreira, 1195 – Centro.
Serviço
Lançamento do livro Café Central: o tempo submerso nos espelhos
Autor: João de Jesus Paes Loureiro
Editora: Escrituras
Gênero: Literatura brasileira/Romance
Páginas: 384
Formato: 14 X 21 cm, brochura
Preço: R$ 40,00
Data: 09 de julho de 2011
Horário: 10h
Local: Livraria Valer (Av. Ramos Ferreira, 1195 – Centro de Manaus)
Contatos: Valer: (92) 3635-1245
Central Café – ficção e realidade
José Seráfico
O Liberal – 07 de junho de 2011
Realidade e ficção. Onde começa uma, onde se inicia a outra? A preocupação com a sobrevivência tem levado as pessoas a desdenharem desse que me parece problema existencial dos mais importantes. Não se espere seu deslinde da reflexão e do empenho dos que vêem o mundo e suas coisas passíveis de tradução em tabelas e números. Nem que a ciência chegue algum dia a defini-las com a concretude que nossa curiosidade e necessidade exigem.
Ver a realidade implica perceber as coisas de pontos de vista diferenciados, tão diferentes somos uns dos outros. Daí a propriedade com que os poetas (sobretudo eles) lidam com a questão. Reduzindo a importância de estabelecer fronteiras nítidas entre uma coisa e a outra, é dos bardos que se pode obter satisfatória descrição da própria existência humana – com seus vícios e virtudes, feitos e frustrações, sonhos e cotidiano.
Escrevo isso, para falar (sem autoridade, reconheço-o!) do belo romance com que o poeta João de Jesus Paes Loureiro inicia sua trajetória na prosa. Não que lhe faltem outros trabalhos tecidos fora da linguagem do verso, marcados pela qualidade que ele sempre põe nos textos que assina. O marco inicial, neste caso, é apenas em relação ao caminho do romance, de que Central Café – o tempo submerso nos espelhos é promissor anúncio.
Desde que passei a primeira e superficial vista nas páginas do livro, intuí que se tratava de obra-resgate. O resgate do lugar e da infância do autor; da experiência vivida em fase das mais infelizes da história de que fez (e faz) parte; da vida simples do interior e dos encantos que cercam a vida dos interioranos. Memória? Acerto de contas com a infância e a terra distante? A revisita a locais, sentimentos e emoções? Dúvidas que a primeira folheada mostra texto rico de vidas e saberes – foi o que escrevi.
Ao final da leitura das 380 páginas da obra, constatei não estar errado em minhas prematuras previsões. Lá encontrei, mais que a menção a alguns dos companheiros, muitos ainda hoje amigos do Jesus, fórmula bem dosada de realidade e ficção, reveladoras do mundo interior que nos habita.
Revi nossos companheiros comuns, alguns dos quais agora vivos somente em nossas memórias. Pude sentir-lhes a solidariedade pronta para o mais benéfico e generoso exercício. Porque o autor de Central Café captou com sabedoria o valor desses pequenos gestos, que fazem cada um verdadeiramente ser humano.
Pude saber, num misto de poesia e realidade, fatos e sonhos, boa parte do sofrimento experimentado por Jesus, quando pensar se constituía crime exigente de pesada pena. A pena do poeta, como a de todos os que lidam com as letras, jamais perdoa. Porque, cuidando de registrar o que acontece ou deveria acontecer, o que aconteceu ou ainda acontecerá, acaba por constituir-se fonte do conhecimento humano. Mais rico que as demais formas de conhecimento, porque não dispensa o que o cartesianismo transformado em prisão da idéia e do pensamento geralmente negligencia. De quem esperar texto que lembre nossa pequenez diante da grandeza galática em que nos inserimos (Senti-me como um pequeno rio buscando seu destino de mar), se não de um poeta? A quem mais é dada a capacidade de tecer imagens tão criativas – tinha a impressão de juntar folhas dentro do espelho e no chão?
Romances são bons quando nos fazem ver realidades com as quais jamais nos defrontamos, nem temos a certeza de que um dia defrontaremos. Quando permitem saborear em suas páginas o produto da criatividade de pessoas como nós, às quais a natureza achou de dar o talento que faz a diferença. Melhor ainda, quando ao autor não escapa a oportunidade de enriquecer a vida com a fantasia, a tal ponto que nos sentimos quase forçados a ingres- sar no mundo descrito e a participar de cada acontecimento, real ou fictício, deixado nas páginas lidas.
É assim o primeiro romance de João de Jesus Paes Loureiro.
É mais que isso, porém. Daí o registro que, audaciosamente, não titubeei em escrever, terminada a leitura de Café Central – a realidade submersa nos espelhos. Ei-lo: Preparara-me para ler apenas um romance. Sabia-o tecido por poéticas (haja poesia nelas!) mãos. Conhecia algumas das experiências de vida do autor. Beneficiava-me a estima que nos é recíproca. Encontrei muito mais. Na verdade, acompanhei cada página, cada frase, cada palavra, cada sílaba, cada letra, como quem percorre o roteiro acabado de um bom e emocionante filme. Nem é preciso dizer que poesia e prosa se fundiram, para nos dar um texto que é, em parte, a história de cada um e de muitos de nós. Poucos – talvez nenhum – soubessem dizê-lo com tanto sentimento e arte. O simbolismo do espelho, onipresente na vida e na alma de todos nós, fora e dentro de nosso próprio ser, oculta e revela, reduz e amplifica, insinua e distorce sentimen- tos e pensamentos, fazendo de cada um de nós uma das muitas encantarias que povoam nossos abismos pessoais. Ao fi- nal, penso ver confirmadas as hipóteses registradas após o primeiro folhear do volume. Este livro-filme não pode esperar mais, para ocupar as telas da assim chamada sétima arte.
Obrigado, Jesus.
José Seráfico é professor da Universidade Federal do Amazonas.
Mais informações sobre Café Central – o tempo submerso nos espelhos.
Réquiem para Dorothy Stang
Poema de João de Jesus Paes Loureiro
Publicado originalmente em 06 de maio de 2008
1. Introitus
Tambores da terra
Tambores da água
Tambores do fogo
Tambores do ar.
Amazônia! Amazônia!
A liberdade dos pássaros voando.
A liberdade dos peixes navegando.
A liberdade das águas desaguando.
A liberdade das árvores crescendo.
Amazônia! Amazônia!
Cristo caminhava sobre as águas.
Rudá revoava nas florestas.
Foi ali que Dorothy Stang
pela terra sem males viveu.
Foi ali que Dorothy Stang
pela terra sem males morreu.
2. Kyrie
Senhor
tem piedade da terra e do homem da terra.
Cristo
tem piedade da terra que mata o homem da terra.
Rudá
tem piedade do homem que morre em defesa da terra.
3. Dias irae / Lacrimosa
Dias de ira virão
quando a floresta
for somente cinzas.
Dias de ira virão
quando a vida na floresta
for somente cinzas.
Assim diz o canto do acauã.
Assim diz a voz de Dorothy.
Dias de ira virão na terra vã.
Ai! Dias de lágrimas
por Dorothy Stang, Chico Mendes
Pe. Josino, Canuto, Mártires da Terra.
Dias de lágrimas
por Dorothy Stang, nossa irmã,
que por ela já não canta o acauã.
Tudo acabou.
Tambaramã.
Tudo Acabou.
Tambaramã.
4. Sanctus
Santos! Santos! Santos!
Jesus Cristo! Caruanas! Encantados!
Recorda-te Jesus Piedoso.
Recorda-te Rudá, Deus da Floresta.
Tu que sempre acompanhaste os homens
e mulheres da terra,
por que deixaste só nesse caminho
nossa irmã Dorothy?
Assim foi alvo tão fácil para as balas
seu coração de pássaro sem ninho.
Rio de sangue.
Tamalatiá.
Rio de sangue.
Tamalatiá.
5. Benedictus
Bendita irmã
que vieste em nome do Senhor!
Não pudeste vencer o latifúndio
assassino do homem,
algoz da natureza.
Quem poderá nos salvar?
Quando o dia da justiça há de chegar?
6. Agnus Dei
Cristo-Rudá!
Tu que tiraste os pecados do mundo
Tem piedade de nós.
Cristo-Rudá!
Tu que tiraste os pecados do mundo
por que não tiraste da mira do assassino
nossa irmã Dorothy?
Seis balas cravadas em seu peito
só derramaram amor do coração.
Estava só nessa hora e sem defesa
aquela que defendia cada irmão.
Cristo-Rudá!
Tu que tiraste os pecados do mundo
não pudeste impedir
que Dorothy
morresse na mão do algoz.
Tem piedade de nós.
7. Lux aeterna
Tambores da terra
Tambores da água
Tambores do fogo
Tambores do ar.
Tambores de toda a Amazônia, tocai!
Pela irmã Dorothy Stang, tambores tocai!
Para acordar o coração do mundo
tambores tocai!
Para romper o silêncio do mundo
tambores tocai!
Por nossa irmã Dorothy Stang
tambores tocai!
Por aquela que viveu pela terra sem males
tambores tocai!
Por aquela que morreu pela terra sem males
tambores tocai!
Por nossa irmã Dorothy Stang
tambores tocai!
Dá-lhe, Senhor, repouso perpétuo e sublime,
que ela merece todos os hinos
e que a luz eterna divina a ilumine.
